domingo, 17 de janeiro de 2010

Filmes como fonte de inspiração

Atualmente podemos perceber em muitos seriados e vídeoclipes musicais, alguns traços de filmes conhecidos. Pois é, isso tudo é o cinema servindo de fonte de inspiração para a criação de novas idéias.
Aqui temos alguns exemplos:

- Vídeo Clipe do Smashing Pumpkins - Tonight Tonight, inpirado no mágico filme de Geoge Méliès, Le voyage dans la Lune. Mesmo com a produção do clipe mais elaborada. Podemos perceber claramente a inspiração no filme de Méliès.


Filme Le Voyage dans La Lune


- Vídeo clipe do 30 seconds to mars - From Yesterday, inspirado no filme O Último Imperador, de Bernardo Bertolucci.


Trailer oficial do filme O Último Imperador


- Vídeo Clipe do The Cranberries - Time Is Ticking Out, inspiardo clássico infantil de 1939, O Mágico de Oz


Trailer oficial de O Mágico de Oz


- Capítulo 5 da 4ª temporada de Supernatural, foi criado em cima do filme vampírico de Conde Drácula (1931), eles tentaram reproduzir o filme fielmente (podemos observar isso no preto e branco da imagem).


Trechos do filme Drácula

Profissões presentes no cinema

Neste artigo citarei um pouco sobre algumas (não todas, pois são várias) profissões que existem na área do cinema.

  • Diretor: criador e, por assim dizer, autor do filme. Escolhe o elenco, dirige cenas, se envolve com tudo, desde trilha sonora, montagem, roteiro, até fotografia.
  • Dramaturgia: Redação de peças teatrais ou adaptação de textos documentais e literários para a linguagem de teatro ou de televisão.
  • Roteirista: quem escreve a história do filme, seja original ou adaptada, caso em que é feita a partir de um livro, por exemplo.
  • Dublagem: o ator dá a sua voz a um personagem de filme animado, ou como tradução em um filme estrangeiro.
  • Ator: tem como função atuar, dar forma e por em prática o persogem criado para o filme.
  • Produtor Executivo: que administra o dinheiro e supervisiona todo o trabalho.
  • Diretor de produção: Junto com seus assistentes, aluga os equipamentos, procura locações e providencia até alimentação para a equipe.
  • Editor: edita juntamente com o diretor, seleciona as cenas, a trilha sonora. apos a seleção e decupagem do vídeo ele faz uma montagem e manipulação criativa do vídeo.
  • Diretor de arte: trabalha na concepção visual do filme: publicidade (elaboração de elementos gráficos cartaz, logomarca ), elementos de cenário e do personagem, trabalhando juntamente com o cenógrafo, figurinista e maquiador.
  • Cenógrafo: responsável pela criação do cenário
  • Maquiador: elabora a maquiagem para o personagem do filme, traçando as características físicas do personagem.
  • Figurinista: seleciona roupas a serem usadas pelo personagem.
  • Direção de fotografia: responsável pela iluminação de cenário, e cuida juntamente com o câmera da captação da imagem, faz a seleção de filtros e negativos.
  • Câmera: Responsável pela filmagem.
  • Editor de som: trabalha juntamente com o editor, na eleboração do som.

Making of - parte 1 do filme O contador de histórias

Você sabia? - Curiosidades do mundo do cinema

  • A partir da ilusão de movimento no cinema temos 24 imagens por segundo.
  • Os Teatros foram as primeiras salas de cinema.
  • Em 1895, os irmãos Lumière criam os cinematógrafo (um aparelho capaz de registrar e depois reproduzir o movimento a partir de imagens estáticas).
  • O primeiro filme feito na historia do mundo, é um filme chamado L'Arrivée d'un Train à La Ciotat. o filme foi feito pelos irmaos Lumiere em uma estaçao de trem de Paris e foi apresentado no salão Grand Café no dia 28 de Dezembro de 1895.
  • A primeira sessão de cinema no Brasil ocorreu em julho de 1896, na rua do ouvidor, no Rio de Janeiro.
  • Em 1906, a animação é utilizada pela primeira vez pelo estadunidense J. Stuart Blackson.
  • Apartir de 1911 algumas cores são adicionadas à película de cinema.
  • Em 1919 , o cartunista australiano Pat Sullivan cria o gato Félix.
  • Em 1914, Charles Chaplin faz sua primeira aparição no cinema através do filme Carlitos Repórter.
  • Em 1926, Walt Disney cria o Mickey Mouse.
  • Em 1937, a Disney cria seu primeiro longa-metragem em animação, Branca de Neve e os sete anões.
  • E o Vento Levou, de Victor Fleming, de 1939, foi o filme mais visto em todo o mundo: cerca de 120 milhões de pessoas assistiram à história de amor protagonizada por Clark Gable e Vivian Leigh.
  • Em 1963, foi lançado Os cafajestes, primeiro longa dirigido por Ruy Guerra no Brasil, este filme provocou problemas com a censura.
  • Em 2001, foi criada a ANCine (Agência Nacional de Cinema), o órgão oficial de fomento, regulação e fiscalização das indústrias cinematográficas de videográficas.

A ilusão do movimento

Muitos aparelhos presentes no nosso dia-a-dia, simulam movimento a partir de imagens estáticas, criando uma ilusão ótica.
Comparando, nossos olhos a uma máquina fotográfica, podemos obsevar que o processo de captura(ou observação de imagem) se parecem: as células sensíveis à luz localizadas na nossa retina (no fundo do nosso olho) transformam a imagem projetada em impulsos bio-elétricos que são enviados para uma região do cérebro. O cérebro interpreta a informação (inclusive inverte a posição da imagem, de ponta cabeça). Até aqui os estudiosos concordam.
Porém ainda há muitas discussões sobre o que diz respeito à ilusão ótica. Muitos aceitam a teoria da ‘persistência da imagem na retina’ para explicar a sensação de movimento gerada, por exemplo: na projeção de filmes no cinema.
Sendo esta teoria inicialmente estudada pelo médico inglês Peter Mark Roget, em 1829, onde se analisa a característica da retina em manter, por um décimo de segundo, uma imagem, mesmo que esta imagem tenha sido substituída por outra. Ex. Olhe para a luz por alguns segundos e depois olhe para uma parede lisa branca. A luminosidade permanece na sua visão.
Tendo em vista este pensamento, se uma imagem for projetada e substituída por outra numa velocidade maior do que 1/10, elas tendem a criar um efeito de ‘fusão’ de imagens no cérebro, gerando a ilusão de movimento contínuo. Teóricos do início do século XX afirmam que a ‘fusão’ de imagens é um mito e acreditam que o cérebro busca relacionar imagens em seqüência a partir de sua forma. As teorias mais recentes ajustaram o tempo de projeção no mínimo para a relação 1/15 (1 segundo para 15 imagens).
Coube ao belga Joseph-Antoine Plateau, físico que conseguiu medir pela primeira vez o tempo do fenômeno ‘persistência retiniana’, aproximadamente em 1830, permitindo o desenvolvimento de diversos aparelhos de reprodução de movimento de imagens fixas como o taumatropio, o praxinoscópio, o fenaquistoscópio, o zootropio, possibilitando a criação do Kinetoscópio desenvolvido por Thomas Edison e o Cinematógrafo criado pelos irmãos Lumière, entre outros.
texto fonte: www.marcelogoncalvesribeiro.blogspot.com

No final do século XIX, várias câmeras fotográficas são colocadas uma ao lado da outra, quando o cavalo inicia seu movimento as câmeras vão sendo disparadas uma após a outra, registrando o movimento do cavalo. O resultado você vê no filme a seguir:

Cinema de animação

O cinema de animação compreende o desenho animado, o stop motion/pixilation, e a recente animação computadorizada. O que caracteriza a chamada "oitava arte", é o fato de não fazer-se uso de atores e cenários na forma como estamos acostumados a ver. Sua origem remonta as antigas experiências com sombras chinesas e aos aperfeiçoamentos introduzidos na lanterna mágica durante os séculos XVII e XVIII e nos brinquedos ópticos. Mas foi só no século XIX que as teorias puderam ser levadas à prática (devido ao grande avanço da fotografia). Na década de 1920, Walt Disney compreendeu o grande partido que poderia tirar de uma arte nova e em crescente popularidade. As bases de uma "fábrica de sonhos" para as crianças e adultos foram lançadas em 1926, quando Mickey - o camundongo antropomorfo - fez sua estréia nas telas. O cinema de animação é totalmente construído através de desenhos, fotos ou bonecos. A idéia de movimento, ou seja, a animação, é dada pela reprodução rápida (24 quadros por segundo) das imagens estáticas, em que os objetos e personagens presentes possuem posições ligeiramente diferentes em cada uma das imagens. Durante muito tempo, as animações em geral eram voltadas para o público infantil. Hoje faz-se animação para todas as faixas etárias. O traço de animação pode se manifestar de várias formas: com a inclusão de pequenos desenhos animados, pela inclusão de um ou mais personagens de desenho, pela animação de bonecos e pelas trucagens que fazem personagens voarem, jogarem bola com a Lua, desaparecerem como fantasmas, etc. A introdução dessas animações leva à quebra do ilusionismo criado pela imagem cinematográfica e recoloca o problema da ficção em seu devido lugar, além de introduzir o elemento lúdico, o inventar possibilidades descabidas, o manifestar desejos mágicos.
Fonte:http://www.adorofisica.com.br/trabalhos/fis/equipes/cinema/cinemanimacao.html

Documentário sobre a produção do primeiro filme de animação da Disney:

domingo, 3 de janeiro de 2010

Bill Kaulitz conta sua experiência como dublador de animação.

O vocalista da banda alemã Tokio Hotel, em duas entrevistas conta como foi dublar a versão alemã do filme de animação Arthur e os minimoys 2, já tendo a experiência de ter dublado o primeiro filme que deu sequência ao atual.

Entrevista 1
Você ainda lembra da sua reação quando viu a primeira parte de Arthur e os Minimoys no cinema, e ouviu a sua voz?
Bill: Primeiro de tudo, eu tive que me acostumar à ouvir minha própria voz. Eu não gostei dela, na verdade, nem um pouco. Então, eu tava muito crítico, e claro que isso me preocupou no trabalho do filme. Porém, depois de um tempo também fiquei muito orgulhoso e pensei "Wow!", lembrei imediatamente os dias no estúdio e como isso deu trabalho. Mas eu ainda sabia exatamente o quanto foi divertido fazer isso e poderia gostar de ver o resultado final, finalmente nas telonas.


Ficou contente em emprestar sua voz para essa pequena aventura de Arthur e os Minimoys - o Rückker do mal M. pela segunda vez?
Bill: Com certeza, estava muito animado de novo. Dublagem para mim ainda é uma coisa nova, por um longo tempo não tinha experiência como em cantar. E quando vi o filme, me senti em casa. Da primeira vez eu tive uma relação direta com o Arthur e tive imediatamente a vontade de dublar de novo. Agora há uma parte de mim no filme - e eu me sinto um pouco responsável pelo Arthur.

Antes você teve uma noção de como seria seguir com a segunda parte?
Bill: Não, eu estava muito curioso, se como tudo seria com Arthur e Selenia. Aí, o final do filme me surpreendeu totalmente, alguém que veja não vai esperar isso. Então o público terá de qualquer forma novas experiências com Arthur.
(...)
Fonte/tradução: bell - thbr revolution

Entrevista 2
Hmm, eu acho que tens uma voz excelente para fazer dublagens. Quanto tempo precisas-te para aprender, ou nem sequer precisas-te que te ensinassem?
Bill: Eu tive, hmm, basicamente uma espécie de professor no estúdio de gravação. Ou seja, hmm, há um número de pessoas que já o fazem há anos de forma profissional. No entanto, eu consegui relativamente…hmmm…Bem, eu não pratiquei nada antes. Enquanto dublávamos íamos recebendo alguns conselhos ou assim. E não foi necessário nenhum ensinamento anterior. Bem, eu também, hmm…Sim, eu também tenho sempre muitas dúvidas não é? Ou seja, eu penso, hmm, de maneira alguma eu sou melhor que qualquer um dos profissionais que o fazem, mas devo dizer que a segunda parte foi mais fácil para mim do que a primeira.

E como foi isso? Tens uma explicação para isso?
Bill: Eu penso que reunimos um pouco de experiência não é? Ou seja, ficaram sempre coisas de que eu me lembrava de como se faziam na primeira parte e aquilo a que deves prestar atenção e hmm…portanto a segunda parte já foi mais fácil.
(...)
Hmm, já alguma vez colocas-te a hipótese de estar em frente a uma câmara? Para uma produção cinematográfica?
Bill: Hmm, eu poderia imaginar. Definitivamente. Bem, eu penso que é, hmm, depende apenas do papel. Se for o papel certo e hmm, com as pessoas certas, então fá-lo-ei, sim. Definitivamente.
.
Bem, eu estou aqui a pensar que tu, hmmm, tens todas as parecenças com o desenho animado ‘Artur’.
Bill: Ok.

Também descobriste essas parecenças?
Bill: Sim, definitivamente! Por exemplo, quando eu estava a ver e mesmo quando vi a personagem pela primeira vez, eu fiquei imediatamente, hmm…Sim, eu de alguma forma apaixonei-me por todo o filme e foi como se eu pensasse “Ok, se existe alguém apropriado para dublar esta personagem, então, hmm, de alguma forma sou eu.” Fica tudo muito bem, Portanto, existem sem dúvida algumas associações.
(...)
fonte: Vip.de

Trailer da versão alemã, dublada por Bill Kaulitz:

O processo da dublagem no cinema atual

A seguir temos um vídeo retirado do programa zoom (tv cultura) explicando o processo completo de dublagem:

O cinema sonoro

O cinema das origens como havia citado anteriormente não havia som algum, a não ser a trilha sonora ao vivo.
É em 1927 que surgem os dois primeiros longas-metragens falados: O cantor de jazz, da Warner ( discos com as falas dos personagens, são sincronizados com o projetor) e O sétimo céu, da Fox (com som gravado na pista óptica). O sucesso dessas produções impôs o cinema sonoro, transtornando a indústria do cinema, uma vez que o som aumentava muitíssimo o custo de produção dos filmes, ao mesmo tempo que reduzia sua difusão, que agora dependia da língua utilizada (para ser disponibilizado em outros países o filme dependia da dublagem ou da legenda).

Charles Chaplin: Biografia

Charles Spencer Chaplin, foi um cineasta e ator nascido em Londres, Inglaterra, em 1889.
Seu principal personagem e mais conhecido em todo o mundo foi Carlitos.
Filho de artistas, pisou num palco pela primeira vez aos 6 anos.
Viajou aos E.U.A., foi descoberto por MackSennett, que o contratou para filmar em Hollywood. Entre 1913-1917, fez mais de 35 filmes. De 1918 a 1923 interpretou e dirigiu 8 grandes filmes, entre os quais Vida de cachorro (1918), O garoto (1921), Pastor de almas (1923). Em 1919, com Griffith, Mary Pickford e Douglas Fairbanks, fundou a United Artists, para a qual escreveu, interpretou e dirigiu uma série de clássicos: Em busca do ouro (1925),  O circo (1928), Luzes da cidade (1931), Tempos modernos (1936), O grande ditador (1940), Monsieur Verdoux (1947), Luzes da ribalta (1952).
Perseguido pelo macarthismo, deixou os E.U.A.em 1952 e instalou-se na Suíça. Suas últimas realizações, em estúdios londrinos, foram Um rei em Nova York (1957) e A condessa de Hong Kong (1965).
Sua obra mistura sátira, pastelão e comédia, preocupações sociais e lirismo, atingindo todas as platéias com a arte de um grande criador.
Chaplin faleceu em 1977, em Corsier-sur-Vevey, na Suíça.
fonte: A Grande Enciclopédia Larrousse Cultural. Editora Nova Cultural, 1998.


Cinema Mudo

No início o cinema não possuía som condizente com suas imagems (os persoagens não possuíam fala, eram escritas e exibidas ao longo do filme; e não possuía ruídos). Mas não significa que era um silêncio absoluto, nos locais em que os filmes eram exibidos (Teatros na maioria das vezes), havia um toca discos ou música ao vivo, que se seguia como uma trilha sonora ao longo do filme (filme e música, sincronizados). A maior vantagem do cinema mudo era sua universalidade: um filme podia ser exportado para o mundo todo, somente pelo custo da tradução das falas.
Veja a seguir um trecho de um clássico do cinema: Nosferatu (1922) do diretor F. W. Munarau