Muitos aparelhos presentes no nosso dia-a-dia, simulam movimento a partir de imagens estáticas, criando uma ilusão ótica.
Comparando, nossos olhos a uma máquina fotográfica, podemos obsevar que o processo de captura(ou observação de imagem) se parecem: as células sensíveis à luz localizadas na nossa retina (no fundo do nosso olho) transformam a imagem projetada em impulsos bio-elétricos que são enviados para uma região do cérebro. O cérebro interpreta a informação (inclusive inverte a posição da imagem, de ponta cabeça). Até aqui os estudiosos concordam.
Porém ainda há muitas discussões sobre o que diz respeito à ilusão ótica. Muitos aceitam a teoria da ‘persistência da imagem na retina’ para explicar a sensação de movimento gerada, por exemplo: na projeção de filmes no cinema.
Sendo esta teoria inicialmente estudada pelo médico inglês Peter Mark Roget, em 1829, onde se analisa a característica da retina em manter, por um décimo de segundo, uma imagem, mesmo que esta imagem tenha sido substituída por outra. Ex. Olhe para a luz por alguns segundos e depois olhe para uma parede lisa branca. A luminosidade permanece na sua visão.
Tendo em vista este pensamento, se uma imagem for projetada e substituída por outra numa velocidade maior do que 1/10, elas tendem a criar um efeito de ‘fusão’ de imagens no cérebro, gerando a ilusão de movimento contínuo. Teóricos do início do século XX afirmam que a ‘fusão’ de imagens é um mito e acreditam que o cérebro busca relacionar imagens em seqüência a partir de sua forma. As teorias mais recentes ajustaram o tempo de projeção no mínimo para a relação 1/15 (1 segundo para 15 imagens).
Coube ao belga Joseph-Antoine Plateau, físico que conseguiu medir pela primeira vez o tempo do fenômeno ‘persistência retiniana’, aproximadamente em 1830, permitindo o desenvolvimento de diversos aparelhos de reprodução de movimento de imagens fixas como o taumatropio, o praxinoscópio, o fenaquistoscópio, o zootropio, possibilitando a criação do Kinetoscópio desenvolvido por Thomas Edison e o Cinematógrafo criado pelos irmãos Lumière, entre outros.
texto fonte: www.marcelogoncalvesribeiro.blogspot.comNo final do século XIX, várias câmeras fotográficas são colocadas uma ao lado da outra, quando o cavalo inicia seu movimento as câmeras vão sendo disparadas uma após a outra, registrando o movimento do cavalo. O resultado você vê no filme a seguir:
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